![]() ![]() Sou eu que preciso
me recolher
no canto, chorar e secar meu pranto, recolher o que restou, e novos caminhos buscar. Não é sempre que consigo contar a dor, o desamor e a decepção, há momentos de fraqueza, que busco a distância de mim mesma, tento olhar de fora, a história da qual, sou personagem principal, quem sabe assim consigo retocar a maquiagem desfeita pelas lágrimas que transbordam de meus olhos. Estranha me parece essa fragilidade exposta, que surge despida da armadura do cotidiano ao qual pertenço e dá lugar a tanta insegurança, que me faz sentir indefesa, que me tolhi de qualquer reação. Não é você, sou eu! Sou eu que ferida na alma, busco discernimento e calma, para recolher os pedaços, desmontar a tristeza e fazer florir esse meu coração. |