AMO-TE ASSIM...

 
José Geraldo Martinez


Quem disse que eu não te encontraria?
Muito embora me sejas virtual...
Eu te vi a pouco, neste lindo dia,
contemplando todo o madrigal!
 
Tu voavas por tantas flores...
Tinhas a forma de um colibri!
Por toda a primavera entre as borboletas,
tu estavas ali...
 
Eu te vi a pouco no azul do céu...
Desta feita serias uma andorinha!
Buscando o mar aberto e livre,
ao pôr-do-sol, amada minha...
 
Eu te vi a pouco entre as estrelas,
num céu de todo brigadeiro...
No minuano refrescante a brindar
pelas portas os anjos mensageiros!
 
Muito embora me sejas virtual,
te vi nas areias das praias...
Por entre as palmeiras ciganas,
a balançarem suas saias...
 
No movimento da rua...
Em cada rosto que passava!
No chafariz da bela praça,
onde um pombo se refrescava...
 
Eu te vi na chuva,
varrendo a poeira do chão...
No cheiro da terra molhada,
anunciando o verão!
 
Muito embora me sejas virtual
te vi nas escadarias da Catedral
em sua ave-maria!
Dobrados os joelhos!
Solitária em pleno meio-dia...
 
Nas crianças e na moça que
sonhava na janela.
Nos vários rostos do meu imaginário...
Nas flores bestas e singelas!
 
Não é assim que se ama com a alma?
Até o etéreo, invisível ser?
Muito embora me seja virtual,
eu te amo assim:
"Com a infinita leveza do ser!"
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"Assim como o orvalho ajuda a flor a crescer,
da mesma forma a doçura exterior e interior nutre o desenvolvimento da amizade. "

Paramahansa Yogananda

21/10/2008
 
 


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Arte final por Lêda Yara