Oh!
Cristo!
Tenha
de mim clemência!
Critico
aquele que não te aceitas...
Excomungo
o desamor
das
pessoas.
Mostro
na cruz teu sangue,
grito
aos ateus o teu nome!
Vou à
tua santa Igreja,
ajoelho-me
na confissão...
Acho-me
dos pecados purificados,
do
mal que fiz com o teu perdão!
Aponto
para os incrédulos.
Mostro
a desgraça do mundo
que me
assusta.
Aponto
o nariz para o céu
e
abaixar eu me nego...
Sou
dono da verdade absoluta!
Cego-me
com minhas razões,
condeno
sem defesa quem
teu
nome blasfemou!
Sento-me
no trono do egoísta...
Que
viu tudo e nada mudou!
Cristo,
tenho vergonha...
Talvez,
um pecado
eu
te esconderia:
se
tu voltares nesta mísera terra,
em
meio ao povo,
eu te
crucificaria!
Cristo,
não sou diferente...
Filho
de Deus,
dá-me
o teu perdão!
No
trono que nunca me deste...
Engano-me
somente,
fechando
os olhos
para
meus irmãos!
26/12/2004