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QUE FASE A MINHA...
José Geraldo Martinez Que fase a minha...
Tendo de beber dessa dor
inteirinha,
de não poder dividi-la um pouco,
ao peito sequer de outro?
Que fase a minha...
De rasgar a alma e ninguém que acuda,
pois, o poeta finge e o chavão não
muda!
Que fase a minha...
De guardar um segredo e não poder
confessá-lo!
Que é real a dor e não um poetar...
Que
fase a minha...
De
amar tanto e tanto, até que não
caiba
mais!
Se o
poeta finge também os seus ais...
Quem
me acredita?
Senão
a poesia que me acarinha!
Talvez
alguém que a mim imita...
Que
fase a minha!
Que o
poeta mente está consumado e
mesmo que não minta, está condenado
a ser
mentiroso!
Que
fase a minha...
Tendo
de beber dessa dor inteirinha!
Morrer
assim, poeta e fingidor?
Levando consigo um oculto amor,
aclamado em versos não acreditados!
Que
fase a minha...
Tendo de beber dessa dor
inteirinha,
de não poder dividi-la um
pouco,
ao peito sequer de outro!
Ainda que o fizesse,
o poeta é um fingidor!
Que fase a minha...
Maldito chavão!
Poeta não ama?
Não tem coração?
Que fase a minha...
Tendo de beber dessa dor inteirinha!
Ah! Meus versos mal fadados...
Amando e não sendo acreditado!
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"Não se atormente para ser perfeito; cuide para ser cada
vez melhor. "
Cícero Teixeira de
Vasconcelos 21/10/2008
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