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SÃO
TUAS...
José Geraldo Martinez
Não espero nada de ti! Nem que me ames perdidamente... Conformo-me, neste meu
existir,
vivo
por te amar somente!
São tuas as flores
todas que vejo,
o perfume da
noite com chuva miúda!
O pensamento
olhando a doçura dos beijos
de um casal
dividindo o guarda-chuva!
São tuas as aves
vadias,
a lua que dorme
na amplidão...
A saudade que em mim
permeia,
trazida na lembrança
de qualquer canção!
São tuas, sempre
tuas, as belezas que a vida
me
traz...
A leveza do vento na
calmaria,
em céu de toda
alegria,
balançando um campo
de trigais!
São tuas as
crianças...
A enfeitarem de
gritos toda rua!
São teus os velhos
que ainda seguem
apaixonados,
exemplos de amor além
sepultura...
São tuas as neves
branquinhas,
que cobrem os
telhados nas colinas...
As fendas no desgelo
com regatos
a correrem com suas
águas cristalinas!
São tuas as belezas
que vejo,
do mar que leva os
pescadores!
Dos penhascos que
recebem os ninhos,
que abrigam o reino
dos condores...
São tuas as mãos que
acariciam
o ventre que leva o
filho esperado!
As lágrimas
incontidas daquela que abre
a porta e recebe o
filho formado...
São teus os
ritmos,
que inspiram
as espumas dançantes...
O baile, suave e
marítimo,
das ondas nas praias
errantes!
Tudo de belo que
vejo é teu!
Nada quero, por
isto, em meu viver.
Amo-te apenas,
embora tu tenhas te esquecido...
"Eu quem me esqueci
de te esquecer!"
27/9/2008
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"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Más há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado..." (William
Shakespeare) = = = Arte final por Lêda Yara |