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“AMAZONIA” Homens sem vergonha na cara Arvores que clamam e
imploram Enquanto esse tirano Ceifa sem pena alguma Deixando que a floresta
tombe... Sucumba! Seu sangue verde escorre
silenciosamente Enquanto o cego e surdo Deflagra seus golpes
certeiros Sem ao menos se preocupar. Mundo que não se faz mundo Destruidor insano roubando a obra de
Deus Sem perceber o preço que irá
pagar! Mundo imundo Monstro de cobiça e interesses
vis Que vislumbra somente seus
interesses. Vai déspota, que seu riso
escancara Terás a resposta da
natureza Que devolverá a tua vida Todo esse retalhar. Não tardará até que implore E chore cada lágrima Que a floresta agora chora. Pagarás cada centavo dessa
sandice! Hoje nada sente...
Inconseqüente... Amanhã implorará e pedirá
perdão Por cada um desses seus
desacatos. Enquanto isso a terra
sofre: O rio começa a ter sede, A floresta escorre e morre; Deixando seu rastro
dizimado. Acorda maldito! Ouve esse grito!! Não deixe que tudo se perca Não vire as costas ao teu
veredicto. Pagarás alto preço... Com os teus pulmões implorando uma golfada de ar. Marcos Sergio T. Lopes - 30/06/2007
Formatação/Rita |