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“ASSASSINO” Era tarde, muito
tarde E o mundo logo
saberia Num ultimo golpe
desferido O corpo foi ceifado;
jogado ao chão Tombou
silenciosamente Diante do único
telespectador existente. O barulho foi
ensurdecedor! Trouxe a realidade de
volta Num cadáver inerte
agora. Ele apenas deixou-se
escorregar pelo chão Olhando os restos
mortais Lembrando seu gesto
contumaz. Ainda passeava no seu
olhar a ultima lembrança... Matou por
amor Essa é a
verdade! Chegou feliz e
sorridente Constatou gemidos
esquisitos Enquanto tudo se
escurecia em sua frente. Seu coração batia
forte feito um tambor Dirigiu-se ao quarto
e abriu a porta Lá registrou a cena
que tanto temia: Seu amor se
embrenhava em outro corpo Num vai e vem
indecente. Ficou cego e
louco Fez uma devassa na
casa A procura da arma
exata Que afogaria toda
mágoa Que seu ser sentia
naquele momento. Achou... Posicionou-se em
gesto elaborado Enquanto o traidor
escapulia. Mirou de forma
certeira o corpo da amada Um tiro
só Sem dor... Sem
nada. Não houve
grito Cálido
silencio... E agora grossas
lágrimas a escorrer Diante da realidade
que se fazia. Foi tanta
decepção Que seus pensamentos
não aceitavam O que viu de forma
fria. Ao longe é decretada
sua sentença Já se ouve o barulho
ensurdecedor de sirenes. Seus pulsos algemados
agora Jogado numa fétida
cela. Demorará muito pra
esquecer E quando isso
acontecer Poderá cair num
desalento tanto Com seu corpo
definhando vagarosamente Enquanto seu coração
num ultimo lamento Despede-se do
mundo Acaba de
morrer... Marcos Sergio T.
Lopes -15/07/2007
Formatação/Rita |