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“JULGAMENTO” Não quero exaltar,
não Nem mascarar
imperfeições. Quem sou eu para apontar o
dedo Acusar
incisivamente. Não sou
nada! Sou apenas um
poeta Gritando os sentimentos que levo no
peito. E esses gritam e
gemem Fazendo minha mão criar
impulso E dar razão a
escrita. Aí eu digo, na minha
modéstia: - Ele falou do sol e da
chuva E gritou as dores do
mundo Em lágrimas
exaltadas Por imagens de profunda
miséria. Questionou os campos
verdes Falou das guerras ceifando
vidas E das lágrimas da
natureza Pedindo um basta para o
mundo. Falou dos seus
sonhos Que se perderam diante da miséria
humana E fez todas as perguntas entaladas em
nossas gargantas Desde o homem, animais e
natureza. E lançou tantas perguntas sem
respostas: “E de
nós? A gente se
importa?” Não! Diante disso não posso conceber a idéia
de nada A um homem de tantos
gritos. Veio do
nada Criou uma legião de
fãs E cantou verdades incrustadas dentro de
nós. Então, eu
digo: Quem somos nós para apontar e
crucificar? Ele foi
errado? E
nós?!!! Marcos Sergio T. Lopes 28/06/2009 JUÍZES CRUÉIS Não, ele não foi
errado, Nem tão
certo, Nós estamos do outro
lado Onde ele agora
está; Cabe a nós agora
cantar, Ou executar nosso choro
arrastado, Mas eu sei que, Já estamos
perto De algum
lugar, Em que nós
mesmos Iremos nos
julgar, E estejamos
certos, Não há juiz mais
cruel E carrasco do que nós
mesmos; Nós é que
nublamos Nosso próprio
céu. Quem de
nós Nunca tentou Enganar nosso
eu, Desviando o
rio Da sua própria foz, Com medo dessa voz, Que nos acompanhará sempre, Quer rezemos, Ou amaldiçoemos E essa oculta Julgará-nos eternamente. Walterbrios 29/6/2009 Inspirado no poema JULGAMENTO De Marcos Sergio T. Lopes
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