MALDADE

 

Meticulosamente traçava seus planos

Antevia e revia cada detalhe

Ensaiava cada gesto de maneira vil

Meticulosamente planejava.

Sentia um prazer deliberado com isso

Traçava metas com requinte

Destilava por todos os poros sua crueldade

De forma insana e alucinada.

Não sabia por que assim agia

Apenas corroia por dentro de forma tamanha

Um cinismo incessante e alucinado

Que lhe impulsionava e determinava.

Seu mundo era negro e sombrio

Nada brilhava!

Horas e horas a fio, maquinando

Para botar em prática na próxima vitima.

Sentia uma espécie de gozo com isso

Uma coisa mórbida!

Aí começava a por em prática.

Se aproximava vagarosamente

Numa bondade fingida

Usava todas as armas:

Cinismo e simpatia

Aguardava o momento exato

Num prazer funesto e sinistro.

Cerceava e instigava.

Alma vazia!

Escória do mundo

Animal peçonhento cheio de tormentos.

Usava toda sua falsidade

Levantava calúnias

E mentia...

Até atingir seu intento

Depois escancarava seu sorriso malévolo

Num embuste de olhar angelical.

Jogava um contra o outro

Até fazer uma devassa profunda e imunda.

Destruía tudo a sua volta

Depois se despedia de forma comovente

Com uma satisfação doente tomando suas entranhas.

Voltava para o seu reduto

Explodindo por dentro em seu contentamento.

Ser inóspito e frio

Alma profana grudada num coração desumano

Sádico e atroz

Monstro contumaz

Sempre pronto e sedento

Erva daninha crescendo em todos os cantos

Se guarda agora escondido em seu ninho

Até um novo ataque

Que não tardará

Já que sua sede psicótica e demente

Nunca se finda...

Está sempre presente.

 

MARCOS SERGIO T. LOPES

 – 16/07/2007

 

 

 

 

Formatação/Rita