“O ADEUS DA ROSA”

 

Sobrou então na rosa

O espinho cravado

Rebento criado pelo jardim imenso

Que era tão belo

E hoje é apenas a rosa

Na solidão triste

Onde tudo jaz morto

Até os brotos.

Ah! Rosa única

Chorando amarga tristeza

De estar perdida

Num jardim que não sabe mais florar.

Rosa vermelha tão perfumada

Sem elogio algum

Perdida nessas ramagens desfalecidas

Desse jardim sem vida.

Queria apenas uma companhia

Mas tudo é silencio

O jardim diz estar falecido.

Rosa angustiada e tão amargurada

Começa seu despetalar

Até se definhar.

Tomba sob o jardim amortecido

Num ultimo suspiro crava em si seu próprio espinho

Vai se curvando aos poucos

Até tombar... Prá não mais voltar.

 

Marcos Sergio T. Lopes – 15/03/2009