A DOR DOS
ESQUECIDOS
Mercília Rodrigues
Sinto em
mim a dor dos esquecidos
Solidão imensa, funda solidão!
Melhor
os sonhos serem banidos,
que
suportar peso da ilusão...
Nas
noites silentes... tristes dores!
O mundo
em convulsão se extorta,
extenuado
por tantos horrores,
alheio ao
filho que lhe bate à porta.
Deposta a
arma da audaciosa luta,
Entregues
à dor sua própria sorte,
Não faz
sentido entrar na disputa,
Sabe,
como prêmio, dão-lhe a morte!
Absortos
andrajos, vida crua!
opaco
olhar sem alguma crença,
Perdeu a
voz, gritanto pela rua:
-Por que, Deus, tão dolorosa
ausência?
Direitos Reservados:
Socimpro/Sicam
Som: LE LAC DU
COME
Arte final por
Lêda Yara