Ah, estrelas!
Cúmplices de inspirações!
Pudessem
decifrar-me, levar-me-iam além,
Para banhar-me
em brilho das paixões,
Afim de nortear
o meu alguém...
Dizer-lhe das
minhas imperfeições.
Explicar-lhe
também as minhas razões
Que me fazem na
humanidade o ser!
Sim, ser mulher
ainda com sonhos pra viver
Em tempo de
remanso em morno leito,
Deixando correr
entre caricias o amor-perfeito!
Que na zanga
acha o riso aberto,
No abraço, o
perdão que já deu certo.
Que provoca a
insensatez sem culpa,
Num entender o
olhar que se desculpa...
Que veste e que
desveste a alma, o corpo,
Fazendo de seu
abraço o porto
Onde há de
ancorar as emoções
Sem ter que dar
nem a si mesma
explicações!