|
A
SÓS NA NOITE Neusa Mendonça Sinto-me só, no silêncio
triste da noite fria. Ouço o gemido dos ventos, gritando
minha dor Sinto tua falta para enxugar minhas lágrimas.
Queria sentir teu carinho, teu corpo meigo Unido ao meu, para
aquecer todas as mágoas. Levar-me para outros horizontes,
novo Universo Na distância ficada para trás em novo
espaço.
Ah! Como queria sentir teu calor, teu
corpo Teus beijos, teus lábios ternos, e teus carinhos! Queria
buscar-te entre as estrelas do infinito Clamar-te nas ondas do
mar, na brisa leve Que me fala de ti neste silêncio, que
grita em mim.
Ah! Espera cruel,
que me devora em cada dia Como lume crepitando nesta saudade
sublime, Na ânsia de te ver, na incerteza de cada
madrugada. Onde adormeço de novo para me levares em
teus braços, Afagar teu rosto, sonhar com teu corpo, rasgar
Este silêncio que me devora
lentamente. Ah!
Como imagino ver-te vagarosamente a entrar Pela porta do meu
quarto, sentir o hálito dos teus beijos, A sensação da tua
pele masculina, onde nossos Corpos unidos pelo desejo fervente,
gritariam Loucamente a concretização do meu sonho em
realidade, Ao ofertar-te finalmente meu corpo de
mulher... Marilia 19 de agosto de
2007
|