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A poesia é um
filho que nasce... Pobre ou rico,
em berço de ouro ou manjedoura; Passeia por
séculos no silêncio de nossas mentes E, num instante
qualquer, Vem à vida nua,
chorando atenção. Cresce, Fortalece nos braços da
mãe, No seio
alimentado e no carinho velada; Passa o
tempo... E, ao encontro
dos irmãos, dos amigos, Muitos ao lhe receber,
encantam-se com sua presença, Mas, ainda
assim, falta algo em sua caminhada... Ela desperta
certa manhã, Onde os
pássaros estão mais alegres, A procura de um
ponto vago do universo. Como todo
sonhador... A poesia busca,
incessantemente, seu par. Não lhe bastam
mais os amigos, os irmãos, O carinho da
família e a atenção... Ela quer
mais... Algo que a
diferencie ou lhe dê nova vida E, numa noite
estrelada em milhares de brilhos No beijo mágico
dos mil sabores... Eis que
reconhece seu amado e, ele, sua eleita. De longe tão
esperado... Do seu amado
ou, amada; recebe formas coloridas, Nas cores que
brilham ao etéreo,. e selam-se num sonho mágico à
comunhão perfeita. |