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Como se não bastasse...
Não bastasse a
intolerância comprovada de sua infância, em que,
buscava pelos palcos da vida, a própria fuga do meio em que
vivia; Não sendo
bastante o legado de energia maior e pesada a ti incumbida para
dissipar tantos ‘cegos’ em tantas camadas da moralidade
humana; Não bastante a
insana idolatria e repercussão de uma vida de ilusões, de interesses
mundanos dos que se travestiram tantos ‘amigos’; Não
fosse suficiente a tirania de tantos, que evocaram princípios de
moral aos quais não detinham para vos atacar durante essa tua
passagem; Não
bastasse os próprios erros humanos, em que somos reféns para nossa
evolução íntima e individual na dolorosa escalada da
vida; Não houvessem
bastantes críticos no legado histórico da arte contemporânea em que
deixaste fundamentada sem dúvidas por esta fonte
terrena; Não bastasse
tantos hipócritas, que nos deparamos na mesma terra em que caminhamos lado
a lado deste porvir que tanto se espera; Ah, se não fosse o bastante as lágrimas derramadas à surdina pela própria insignificância do homem, seja ela qual for no momento solitário de sua pequinês... Ah, se
porventura, não bastassem os altos e baixos das depressões
sociopatas de instintos aos quais estamos submetidos pela
própria estatura moral; Se não
bastasse, a sede que nos toma o prazer, ainda que seja do
próprio ego, fundamentos de beleza e da satisfação íntima e
material; Ora, que não se
bastasse, os dias de falência da fé, a decadência de nossa saúde ou, as
portas da velhice e não bastasse ainda o naufrágio dos valores
morais; Não fosse o
bastante, a própria dor e o anestésico que lhe rouba e toma a vida precoce
e negligentemente; . Se não bastasse
tudo isto... Lá, do além...
Do fundo dos infernos, hão de se
levantar as vozes desocupadas e insensatas, as vozes da
desinformação, as vozes da perseguição, vozes da própria insignificância
para vos acusar... Porque os loucos esbravejam de sua loucura, Vomitando do que está cheio em ódio, tal qual de veneno está cheia a própria alma;
São
conhecedores de causa iguais ou piores daquilo que reduzem a termo, pois:
que se fala do que se conhece... E que se comete
crime, aos quais não preciso elencar, mas, não obstante a tudo
isto, - É te cerceada
a defesa pelo calabouço da sepultura... Que lhe seja oferecida a Paz, quem não puder fazê-lo, Nada faça!
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