O
Fim
E
adormeci...
Despertei
na madrugada onde não se vê o Sol,
E
o mal age...
Na
manifestação desta manhã que não raiava,
O
bem demonstra suas forças na natureza que
reage...
-
Desaba torrente chuvosa,
(chuvarada
de quantidade incomum),
Saí
na manhã estranha, sem pares
Outros;
aparecem assustados, incrédulos...
Disparam
em todos os cantos daqueles lugares -
Ponho-me
a escoar...
Liberando
a água represada
E
rompo a vala
(que
mais parece uma montanha)
E
a água não pára!
De
todos os lados eles correm...
Fogem
sem direção.
Alguns
ríspidos; outros
- já sem
as máscaras -
Muitos,
seguem a liderança
(a
água era tanta)...
O
vale se inunda,
e
subo, e vou mais alto, olho
ao longe ...
-na
claridade plúmbea daquela manhã-
Vejo
o que meus olhos não crêem:
Ao
longe,
do
alto que alcancei...
Avisto
o átomo destrutivo,
que
cai!...
E,
lá - Já
corrompendo -
Na
imensa nuvem que nasce em cinzento dia...
(Monstruosa
força!...)
Brado
a todos o que vejo e digo:
"A
bomba, a bomba nuclear!..."
Na
fração deste segundo em que vivo,
Rastreio
o que me cerca,
vejo
um poço d’água lacrado.
Na
força de meu desespero
rompo
o lacre cimentado.
(O
poço tão cheio...
movimentado
pela chuva)
Mergulho
no aguacento barro que o poço tinha,
Na
espera do rastro maldito,
-
da bomba que percorre -
Respiro
submerso no subterrâneo que me atiro -
Retiro
meu espírito de lá e, Acordo...
ou,
será que morri ...?!
Príncips
12/08/2006