Poesia Chinesa
Príncips
 

Massacre dos versos, alíneas cinza na emoção

Autolatria de sentimentos, murmúrios correntes

Enumerando tantas palavras... Rimas torrentes... 

Plagio de dores alheias, usurpe de letras e mentes...

 

Detrimento da qualidade, nas ruínas da fé

Jamais do ego centrado em cortinas férreas;

Onde nem sempre o correto é certo, vale rédeas... 

Mentiras promíscuas, assertivas falsas ao Tibet.

 

Corrupção passiva, ativada por muralhas de fel

 Construções imensas por salários-fome e bordel;

Poemas em que os versos não são mais rosas,

Da poesia? O poente sem céu, num Himalaia da prosa!

 

'Posto que a multidão tem fome e engole o engodo;

Logo, logo, hão de cobrar-me a bala e o pastel...'

 

25/05/2008