Pólux e Castor

                             Príncips

 

Ébria beleza cobria a vasta e cintilante cabeleira

Resplandecendo os olhos tristes, as cores de cetim

Pigmentos cósmicos notado de marejadas viseiras

E do etéreo firmamento novo brilho seda-marfim

 

Naquele azul admirado, em noite casta e iluminada

As chispas marcadas, arrazoadas, em sons e clarins

Perpetuando madrugadas sem o cheiro de jasmins

Agora nublada, densa, corpórea e até na lua calada

 

Lastros de saudades em patamares de desilusão

Corporificando estrelas irmãs, criadas e afins

Mas, elas se vão... Nas grandes rotas colisão

No inverno cósmico, geminianas guerras e adeus...

 

Vias escorpianas em virgens rastros da constelação

E, ‘Se longe é um lugar que não existe’... Nestes confins

No limiar dos céus e do infinito... Na porta de Zeus...

Um lugar distante é mero domínio dos olhos teus...

 

Príncips

26/03/08