Se Tal Gigante me Aguardasse
Príncips
Ah... Se nesse dia rompessem ao infinito as minhas centelhas;
E, desse instante, por derradeiro outono à minha existência;
Fosse
última gota orvalhada que ao conto de fadas
assemelha;
E nesta data alcançada essa
gigante ceifasse sem
reverência...
Eu não pediria
clemência, nem perdão a este
apogeu iluminado,
Apenas um segundo, num
instante fértil pudesse correr o
mundo;
Derrubaria muros de lamentos, o tempo esvaído sem
ter amado...
Amaria ainda o que
perdi, novas pessoas neste lampejo
fecundo.
Se tal gigante me
aguardasse, avisado sem mutiladas
despedidas,
Nestes caminhos, meus
espinhos relevaria num beijo em cada
flor
Sob a toscana enluarada,
dentro do rito mágico do sol desta
vida
No lapso temporal
atroz, entregar-me-ia no coração de meu
amor.
