Teorema (ter poema)

 

Tenho um poema preso e não consigo liberta-lo;

Aqui! Em minhas mãos, flores tão belas...

Não consigo replantá-las! Sufocado no peito,

um grito forte, trovões e tempares hão de respeitar.

 

Tenho tantas lágrimas... Secas, presas, acorrentadas

que nada mais me faz chorar... Em meu hemisfério direito, toda ordem de sucumbências falíveis

A minha esquera; maior das fortalezas invisíveis.

 

Tenho tanto negro de mim que o preconceito rasga

Em alvas e brancas canduras suas macias e sedosas mãos... Tantas histórias têm sobre meus cachos,

Que com as lágrimas petrificaram minha mente...

 

No absorto mundo antigo que não mais diviso,

Dois mundos: Um belo;  sonheado e acreditado -

em régia majestade contemplei! Outro; não menos importante... E, nessa cósmica relação, Petrifico!

 

Príncips