CRÔNICA DE REPÚDIO    

 

        Em repúdio e não me reportando a textos e “balelas” sensacionalistas, exprimo aqui, a opinião, de forma a sedar aqueles que malogram a humanidade indefesa.

            Com o respeito que reservo aos amigos e leitores, pronuncio com um misto de orgulho e resignação as contra-especulações de inescrupulosos escritores, sejam jornalistas ou juristas, quanto ao falecimento de Michael Jackson.

             Um artista. Um mito. Ícone completo. Invejado. Amado...

        Como regra geral de vida, o caráter e a dignidade construída ao longo de uma caminhada ladeada pelos pais nos dá base para indignar-se com performances duvidosas de um mínimo de fineza na educação adquirida.

        A morte de Michael Jackson foi cercada por mistérios. A imprensa sensacionalista injeta veneno na opinião pública para, contudo, chamar atenção e assim, aproveitar-se de mentes céticas e influenciáveis e adquirir o famoso “IBOPE”.

        Não se fala na dor da família, na dor da perda. Simplesmente, especula-se...

        Concordar ou discordar é um mero detalhe. A diferença é, no entanto, usar de uma pedestal intitulado de ‘respeito’.

        Como de costume, sempre aparece algo para azedar e “sujar” facilmente a dor alheia. E isso iniciou a labuta dessa escrita.

                        - Que assim seja - Um protesto!

- Quem, em sã consciência, pode falar mal da vida de uma pessoa que somente agora, vive? – só para exemplificar:

  • Vivia para o público;
  • Infância roubada à luz do dia;
  • Espancado e maltratado pelo pai;
  • Responsável pelo sustento da família com apenas 06(seis)anos! (pasmem!);
  • Não foi comprovada a maledicência em torno do seu nome;
  • A principal função era a de enriquecimento ilícito das supostas vítimas;
  • Indenização era o alvo principal e não a dignidade;
  •  Viveu em um mundo que desconhecia;
  • Era humilde sim!
  • Uma criança grande...

          Nessa descrição, ajusto aqui o seu carma, que percorrido pelo mundo, sentia a felicidade brotar no palco. Esse era a sua casa de fato. Tentou ser gente, mas não conseguiu.

        E ainda hoje, depois de tudo, ouço, aqui a rondar em meus ouvidos, afirmações tímidas e incrustadas de maldade para autopromoção, que o artista não era exemplo digno... Digno de que? Quem aqui é digno de algo mais que ele? Somos iguais perante Deus.

        Agora me vem a maior dúvida: quem sois vós, ó abutres promocionais, a ter a ousadia de falar... Que fizeste da tua vida como arte? Que legado deixará? Que nome teu será lembrado? – e nessa negativa, abaixa-se a cabeça...

        Não suporto nem de longe, ouvir agruras de formadores de opinião (como assim se intitulam) – para mim são paradigmas mentais.

        Uma regra geral da vida no convívio social é a personalidade marcada por faculdade de tensões nos conflitos pré-existentes. Não tenho muito tempo para dispensar frente À TV, mas, outro dia, ouvi de uma cantora (reservarei o nome), quando foi indagada sobre a maldade da língua alheia – “Sinto inveja e pena dessas pessoas – inveja por não ter o tempo dela e pena por desperdiçarem esse precioso tempo com idiotices e bobagens que não levam ao crescimento pessoal.”

        Essas pessoas convivem em uma indesejável sociedade de adversários em que todos litigam contra todos, o tempo todo.

        O que me vem à mente são sempre os valores que cada um defende para si como princípios básicos de caráter e qualidades intrínsecas.Isso implica em um cinismo social de verdadeiros atores em que vivem uma vida de glamour e sambam de sapato branco na lama.

        Pronto. Publiquei aqui a minha indignação com os abutres de plantão.

                                           

                                            Meu pedido?

 

  1. Respeito àqueles que não podem sequer se defender. A morte é algo que se desconhece e não deve ser desafiada. 
  2. Que ajam dentro dos critérios de humanidade, tendo princípios de boa fé.

É o meu pensamento e desejo.

Sempre com todo o respeito, arriscando ser ingênuo,

mas não me deixando levar pelo receio da tréplica.