Evolução
Reny
Carvalho
Havia nada – nem
terra, nem água;
No cio do abismo,
nos olhos do alento
Fronteiras e
margens se erguiam unindo
Paredes de brisas
levadas no vento
Iluminou-se em
raios os céus e as águas
Estrondos -
trovões que sons anunciam
Estridentes... Mas
não dormentes!
Surge a vida
no meio da mão esquecida.
Silêncio na mata,
na toca da serpente...
Espada sem brilho
de lâmina quente
Amada, atiçada, de
alma descrente!
Nas águas da chuva de um rio corrente...
Onde havia nada,
nem terra, nem tempo.
Anúncio do verso e
anverso, amor iminente.
