
Sementes
Reny
Carvalho
Recrio silêncio
no pulsar do sangue nas veias
Apelo de um
soluço que resvala acanhado
No esboço de um
sorriso abandonado
A memória
insiste, o gesto reprime, a morte permeia.
O caule das
raízes por vezes antítese, caído na teia
Refaz a voz num
repente, agora dormente, temente
Ao redor das
areias do deserto uma miragem a surgir!
Vôo curto de um
pássaro que hoje sorri onde muralhas ruíram
Não importa o
velho ou o novo, não sabe qual porta abrir
Nas mesmas asas
coloridas
Que antes
decolara, descoladas,
Agora se uniram, cicatrizadas.
