SECA
Letras sobre amor
não saem mais dos meu dedos
perdi a graça
enjoei dos enredos.
O que sairá de mim agora
que temas me restam?
Algo como a pobreza do mundo
das lágrimas escondidas, da agonia?
O que escrevo agora?
O que será da minha poesia?
Vou me embebedar de verde
me roçar na terra ao amanhecer
mergulhar desesperadamente
gritando pra poesia aparecer!
Enfiar meus dedos nas tragédias
implicando com a morte
dar língua, cuspir a lua
quem sabe a poesia volte...
Silsaboia