INFÉRTIL
Sonia Pallone
 
"...Achei a sorte bêbada
escondida atrás do muro
Seus olhos ardilosos
fecharam-se como se fosse 
um diário usado e faltando folhas...
Por novas linhas hiberno,
desespero,
e a noite passa pela vidraça
enquanto as  coisas  trafegam
estampando sombras incompreensíveis
 à minha  volta...
As feras manipulam
suas garras em frente ao espelho
e, desumanamente,
 cravam-nas em minha
 inspiração, sufocando-me as palavras...
Ecoa, no escuro dessa madrugada,
apenas o grito implodido
desse meu verso aflito..."

 
 
 
 
 
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