
REALIDADES...
Tarcísio
R. Costa
Como
o voar da brisa suave,
Para levar caricias silenciosas às faces sofridas,
E o
pequenino colibri
que a levar os
seus carinhos
Às flores
entristecidas...
É como se a brisa na sua suavidade fosse comparada
À
palavra de amor cochichada
á roseira,
Para despertar a flor
Que,
silenciosa, está adormecida...
E
a vida, é assim.
Prossegue
entre abrolhos e escolhos,
Em
busca de conquitas,
Não há um rumo definido
Há,
sim, um destino desconhecido,
Talvez,
por isso, usam-se máscaras alegres
Em
rostos entristecidos.
A
vida é uma passagem efêmera,
Em
que se sucedem alegria. dor e beleza.
Segue
para o fim, tal qual o palhaço
Que
esconde com a máscara
A
sua tristeza...
Por
que o ser humano esconde a verdade?
Por que, meu Deus, isso parece hipocrisia,
Se
a vida é iniciada com choro
E termina em agonia...
A
solução é esquecermos essas verdades
E vivermos cada momento
as
nossas realidades, sem
pensar no porvir...
Termos
na mente, incessantemente,
o amor
E
procurarmos sofrer só a dor da saudade
E,
como numa oração, fazermos do amor,
A
nossa única verdade.
Tarcísio Ribeiro Costa