Desbravando
caminhos
Vanderli
Granatto
No andar da
carruagem
pego carona com
a brisa ilusão.
Me debato nas
derrapagens,
que sacodem
como explosões.
Mil idéias salvam-me
da guerra
que salpicam
luzes destruidoras,
como raios e
trovões.
Vida bandida que ao
invés,
de lindas
estrelas cortar o céu da vida,
Rasgam-se os véus da
alegria
com tiros morteiros de
nostalgias
e bombas de
desilusões.
No andar da carruagem
pego carona sempre com
a brisa ilusão.
Ela é mansa e dá
guarida
a quem sabe
cantar belas canções.
Destruo o mal sem
vingança
Passo pelos tufões,
ignoro os muitos rojões
que cantam
enganando cidadãos.
Me solto levemente
como a brisa
que bate suavemente e
refrigera.
Amenizo assim as
feridas que corroem o coração.
Sigo emanando
amor e paz,
reparto a quem quiser
esse pão.
No andar da carruagem
há de se ter coragem,
se salvar
do mal que sempre faz ronda para ferir,
com ferro e fogo
e sorrir com as decepções.
Assim como brisa
que sem mistério
cria ilusões de
dias melhores,
segue sua sina,
levando refrigério.
A carruagem que
me conduz
possui destino certo,
vence as
decepções,
desbrava caminhos em busca somente de
luz.
Vanderli
09/09/2007
Botucatu/SP