Máquina
bendita, ora maldita,
faz-nos
sentirmos tão juntinhos,
receber
e dar muito carinho...
Se cai a conexão, dá uma dor no
coração,
só
então a distância revela a dimensão
que
nos separa neste mundão...
Se
um vírus entra então...
Meu Deus que desespero!
O peito de
tanta saudade não agüenta,
arde igual pimenta, quase arrebenta;
Uma
ansiedade que beira a tormenta.
Se
conecto e estás off-line,
que
dor, que saudade...
É como pôr-do-sol sem fim de tarde,
é dia sem sol,
noite sem luar,
nada parece estar no seu devido lugar.
Bendita
e santa Internet,
que deixa-nos, através d’uma
máquina,
ver, conhecer, sentir e,
até
a voz poder ouvir...

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